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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A Perigosa Cultura do Pronto-socorro

   

     A criação do pronto-socorro (PS) foi uma conquista avançada no contexto da recuperação da saúde. Infelizmente, com o tempo, ele foi se desvirtuando e usado como ambulatório com consequências desfavoráveis para a saúde da população, particularmente o segmento pediátrico.

     O objetivo do pronto-socorro é atender as urgências e emergências e nisso ele é insubstituível. Hoje em dia infelizmente ele é usado muito mais do que a necessidade real pois os pais acham que o atendimento é rápido, porém na realidade, eles acabam esperando durante horas, atravessando a madrugada, com sérios prejuízos para as atividades do dia seguinte. Acha-se que é o lugar mais fácil para se fazer exames. O pedido de exames que é feito no PS acaba aumentando o tempo de espera. Muitos desses exames não seriam necessários se a criança fosse atendida por um pediatra que a conhece e que pode aguardar, em contato com os pais, a evolução da doença.

     O que acontece para a criança nos primeiros anos de vida determina todo o seu futuro. Cabe ao pediatra verificar: estado nutricional, história alimentar, curva de crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor, comportamento, vacinação, atividades físicas, visão, audição, saúde bucal, sono, desenvolvimento da sexualidade, cuidados domiciliares, condições do meio ambiente, desempenho escolar, à tudo isso da-se o nome de PUERICULTURA.





     Ao escolher um pediatra, confirme que ele está à disposição para orientações breves nas ocasiões de urgência além do acompanhamento de puericultura.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que essas consultas de puericultura devem ser feitas em idades-chaves, mesmo que a criança não esteja doente, pois a consulta periódica de seu filho sadio evita as doenças.


A OMS recomenda: 

  • até 6 meses de idade, consulta mensal 
  • De 6 meses a 1 ano de 2/2meses
  • De 1 a 2 anos a cada 2 meses
  • De 2 a 3 anos a cada 3 meses
  • De 3 a 5 anos a cada 6 meses
  • De 5 a 13 anos a cada ano


Quando se deve ir ao PS:


  1. 1)  Levar ao PS nas emergências verdadeiras como: 

    • febre muito alta (acima de 39 graus)
    • criança abatida e/ou gemente
    • vômitos que não param
    • diarreia líquida seguida
    • dor de cabeça súbita forte
    • falta de ar
    • crise asmática forte
    • acidentes e traumas
    • intoxicação
    • convulsão
    • dor de barriga importante sem melhora com medicamentos 
    • entre outros

  1. 2)  Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento.

     Se for necessária a ida a um PS, saiba que o PS apenas começa o tratamento. Comunique-se o mais breve possível com seu pediatra para que ele acompanhe o tratamento. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Repelentes

     Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.
     Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.
Veja algumas dicas ao aplicar os repelentes:
-  Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes.
-  Os dispositivos ultrassônicos e os elétricos luminosos com luz azul são ineficazes.
-  Não deve-se utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças.
-  O suor atrai os insetos.
-  Não durma com repelente no corpo, lave-se antes.
-  Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e conserve-o para consulta.
-  Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua autoaplicação.
-  Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e então espalhe no rosto com cuidado.
-  Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto.
-  Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes.
-  Se suspeitar de qualquer reação adversa, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente.
     Devem-se procurar produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e/ou Anvisa, pois garantem que o produto seja eficaz e seguro.


Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Passo a passo para extração e armazenamento do leite materno



Primeiramente temos que saber aonde armazenar o leite e como realizar higienização adequada:

  1. Escolher os recipientes aonde será armazenado o leite materno: o ideal são potes de vidro incolor com tampas de plástico, como potes de maionese. Existem também recipientes próprios para isso. 
  2. Lave bem com água e sabão e depois ferva a tampa e o frasco por 15 minutos, contando o tempo a partir do início de fervura. 
  3. Escorra vidro e tampa sobre um pano limpo até secar. 
  4. Depois de secos feche bem o frasco. 
  5. Identifique o frasco de vidro onde vai colocar o leite com seu nome, data e hora da coleta. 
  6. Retire anéis, pulseiras e relógio. 
  7. Coloque uma touca ou um lenço no cabelo e amarre um lenço/tecido limpo na boca. 
  8. Lave as mãos até o cotovelo com água e sabão. 
  9. Lave as mamas apenas com água limpa. 
  10. Seque as mãos e as mamas com papel toalha, evitando deixar resíduo de papel, ou com um pano limpo. 

LEMBRE-SE: A HIGIENIZAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO DO LEITE! FAÇA ESSA PARTE COM MUITA ATENÇÃO!





E como extrair o leite materno? 


  1. O primeiro passo é estar relaxada, sentada confortavelmente, respirar com calma e pensar no bebê. Você já terá deixado preparado o frasco que vai utilizar para a coleta. Talvez você possa deixar, também, um copo com água ou suco para você beber.
  2.  A seguir inicie a massagem das mamas: faça movimentos circulares com a ponta dos dedos em toda a aréola (parte escura da mama)
  3. Continuando, massageie toda a mama, mantendo os movimentos circulares. 
  4. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola e os dedos indicador e médio abaixo dela. 
  5. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao tronco. 
  6. Aperte o polegar contra os outros dedos com cuidado, até sair o leite.
  7. Não deslize os dedos sobre a pele. Aperte e solte, aperte e solte muitas vezes. 
  8. Despreze os primeiros jatos ou gotas. 
  9. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, com a parte interna voltada para cima. 
  10. Retire o leite do peito com as mãos ou com bomba manual ou elétrica. 
  11. Após terminar a coleta, feche bem o frasco. 

Fonte: Ministério da Saúde 


Como guardar o leite materno com segurança? 


  • Guarde o leite coletado no freezer ou congelador, bem tampado e devidamente identificado.  
  • Se o frasco não ficar cheio você pode completá-lo em outra coleta (no mesmo dia), deixando sempre um espaço de dois dedos entre a boca do frasco e o leite. No outro dia, comece com outro frasco. 
  • Se no seu local de trabalho houver uma sala própria para estes procedimentos, ao terminar, jogue no lixo os materiais descartáveis e arrume os equipamentos no lugar, deixando tudo em ordem para a próxima coleta

O PRAZO DE VALIDADE DO LEITE CRU É DE:

- 12 HORAS SE GUARDADO NA GELADEIRA 

- 15 DIAS SE ESTOCADO EM FREEZER OU CONGELADOR


Fonte: uol.com.br


E posso transportar o leite materno? 

  • Sim: ao final da jornada de trabalho pegue uma sacola (ou caixa) térmica e coloque gelo retirado do freezer ou congelador. Após certificar-se de que é o seu leite, coloque o frasco na sacola, feche-a e leve-a para casa. 
  • Ao chegar em casa, coloque logo o leite no freezer ou congelador. 


E como esquentar o leite materno para oferecer para o meu bebê?

  • Amorne o leite em banho-maria (água quente em fogo desligado), agitando o vidro lentamente para misturar os seus componentes. O leite não deve ser fervido e nem aquecido em microondas, pois este tipo de aquecimento pode destruir seus fatores de proteção. 
  • Amorne apenas a quantidade de leite que o bebê for utilizar. 
  • O leite morno que sobrar deve ser desprezado. O restante de leite descongelado e não aquecido poderá ser guardado na geladeira e utilizado no prazo de até 12 horas após o descongelamento. 
  • Oferecer o leite em copinho, xícara ou colherinha. 


Fonte: Ministério da Saúde (Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta) 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Alergia a Proteina do Leite de Vaca X Intolerância a Lactose

     Essas duas doenças são frequentemente confundidas pelo fato de ter um alimento causador em comum: o leite. Mas são bem diferentes entre si e ambas necessitam de acompanhamento médico e nutricional.



INTOLERÂNCIA A LACTOSE:

     A Intolerância à lactose ocorre porque o organismo não produz ou produz pouca quantidade da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose. A falta dessa enzima favorece o acúmulo da lactose no intestino, onde atrai água, ocorre fermentação por bactérias, provocando diarréia, gases, cólicas e distensão abdominal. Pode ser transitória ou não. Geralmente quando persiste, tende a piorar com a idade.
     No caso dos intolerantes, o corpo não produz em quantidade suficiente a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, a lactose. Mas se o produto for sem lactose, pode ser consumido normalmente, na maior parte das vezes.

ALERGIA A PROTEINA DO LEITE DE VACA:

     Entre as alergias alimentares, a alergia à proteína do leite de vaca é a mais comum, pois a proteína do leite de vaca é uma das primeiras proteínas que o bebê entra em contato na vida. Além disso, as alergias alimentares ocorrem com maior frequência no primeiro ano de vida, pois o intestino do bebê, ainda imaturo, não se protege adequadamente contra a presença de proteínas “estranhas” (não humanas).
     Os sintomas são: diarréia, gases, cólicas, distensão abdominal, lesões na pele, dificuldade de respirar, sangramento intestinal, entre outros. Ocorre mais agressivamente nos primeiros anos de vida, principalmente na transição do leite materno para o leite de vaca em bebês menores de 6 meses de vida. Os sintomas tendem a diminuir com passar dos anos.
     Existem dois tipos de alergia: a alergia imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais, e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.     
     A pessoa alérgica não pode entrar em contato com o leite, derivados, ou qualquer outro produto que contenha leite ou derivados. Não importa se ele contenha ou não lactose, não pode ser consumido. 
     O tratamento da APLV é a exclusão do leite de vaca da dieta, até que o intestino da criança se recupere e amadureça, para poder se defender contra a entrada de proteínas estranhas. A boa notícia é que, na maioria das vezes, a APLV é transitória, e o bebê vai poder voltar a tomar leite ou comer coisas com leite de vaca, depois de um tempo com dieta de exclusão.
     Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado que a mãe faça a dieta sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é muito importante.





     Se ocorrerem sintomas como os descritos acima é importante procurar ajuda e diagnosticar rapidamente para que se inicie o tratamento correto.


Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia / Sociedade Brasileira de Pediatria / http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Imunoterapia


     A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (3- 5 anos). A imunoterapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica. 

     Alergia é uma reação do sistema imunológico. Uma das apresentações mais comuns de alergia é caracterizada pela formação de anticorpos de uma determinada classe de proteína, chamada de imunoglobulina E (IgE). Estes anticorpos são específicos para componentes (alérgenos) do ambiente, como os ácaros da poeira, pólens, fungos, alimentos e insetos. 

     A imunoterapia procura reduzir o grau de sensibilização (nível de anticorpos IgE) impedindo reações alérgicas graves como a anafilaxia e interfere na inflamação característica da rinite alérgica e da asma brônquica levando a uma melhora perceptível na qualidade de vida do paciente. A Organização Mundial de Saúde recomenda a imunoterapia como uma forma de tratamento comprovadamente eficaz nas doenças alérgicas. 
É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença.

      Pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos. Não existe até o momento, indicação de imunoterapia para alergia a alimentos.

     É importante ressaltar que as vacinas com alérgenos não devem ser aplicadas como forma isolada de tratamento. Ao contrário, a abordagem do paciente alérgico deve contemplar medidas de controle da exposição a alérgenos e o uso de medicamentos para controle e prevenção das manifestações clínicas. Desta forma, a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada como parte de um plano de tratamento que inclui medidas de controle ambiental e farmacoterapia. 

     Hoje em dia existe duas vias possíveis de aplicação da imunoterapia: Via oral e Via subcutânea. A escolha do melhor tratamento e via de aplicação para cada paciente deve ser feita com orientação médica detalhada. 






Agende sua consulta para saber mais sobre o tratamento!

Fonte: Associação Brasileira de alergia e Imunologia