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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Urticária e Angioedema

     Urticária são vergões avermelhados (urticas) que coçam, duram até 24 horas e não deixam marcas na pele.  O angioedema é o inchaço da pele, de coloração rósea, geralmente nos lábios, pálpebras, pés, mãos e genitais. É um inchaço que deforma o rosto da pessoa e não é simétrico. Nos casos mais graves, a urticária/angioedema pode vir acompanhada de outros sinais como chiado no peito, dificuldade para respirar, diarreia e queda da pressão arterial caracterizando anafilaxia (reação alérgica grave). 


      Os quadros de urticária são classificados como agudos, quando duram de um dia até 6 semanas, ou crônicos, que duram mais de 6 semanas e às vezes vários meses ou anos. 
Urticária Aguda     

    As causas de urticária/angioedema aguda são variadas e incluem alergia a alimentos, medicamentos e aditivos alimentares, infecções virais e bacterianas, verminoses, doenças sistêmicas como a tireoidite ou ainda fatores físicos como pressão leve, calor, frio ou exercícios. Em alguns casos, vários fatores estão envolvidos em um mesmo episódio e muitas vezes não se consegue identificar o fator desencadeador ou mantenedor da urticária. 

        Os alimentos mais prováveis de causar urticária são os frutos do mar nos adultos e ovo e leite nas crianças. Dentre os medicamentos, os analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais (dipirona, ácido acetil salicílico (AAS), diclofenaco, entre outros) são os mais comuns, além de antibióticos e medicamentos para tratamento de pressão alta. Látex (borracha) e picadas de insetos como abelha e marimbondo também podem causar urticaria em indivíduos sensíveis. O estresse emocional pode contribuir para a manutenção dos casos de urticária.

    O tratamento baseia-se na identificação e afastamento do agente causal quando existente. Medicações podem aliviar a coceira e diminuir as urticárias e angioedema.


Urticária Crônica
    Já as causas de urticária crônica podem ser divididas em espontânea (ocorre sem nenhum desencadeaste identificado) ou induzida (quando ha um fator desencadeante para o sintoma). 



Subtipos de Urticaria Crônica Induzida:


     Os mecanismos que levam ao aparecimento da urticária crônica ainda são pouco conhecidos, mas sabe-se que existe liberação de uma substância chamada histamina por uma célula denominada mastócito. Essa substância age nos vasos sanguíneos e na pele, gerando a vermelhidão e inchaço característicos dessa doença.

      Até metade dos portadores de urticária crônica apresentam também angioedema.
    O diagnóstico de urticária/angioedema é basicamente clínico: a consulta e o exame físico são suficientes para o diagnóstico. Ás vezes, pode ser necessário a elaboração de um diário para correlacionar a urticária com algum fator. Alguns exames podem ser necessários para identificar a(s) causa(s). Os exames laboratoriais são necessários para investigar doenças sistêmicas, angioedema hereditário ou em casos selecionados em que o teste alérgico é de risco para o paciente.
     Ao procurar o seu médico anote ou tente lembrar-se de :

     O tratamento baseia-se na identificação e afastamento do agente causal quando existente. Os medicamentos são usados para controle dos sintomas intensos e/ou persistentes e usa-se os anti-histamínicos como primeira escolha na maioria dos casos. Deve-se optar pelos chamados anti-histamínicos não sedantes a fim de evitar sonolência e dificuldade para exercer tarefas diárias como dirigir, trabalhar, ir à escola. Em alguns casos, os corticoides orais podem ser indicados.
O mais importante do tratamento é:

Não se medicar sem ajuda médica especializada
Respeitar as etapas do tratamento conforme indicação do seu médico
Tomar as medicações indicadas diariamente, pois a falha pode piorar o percurso do tratamento
Acreditar que essa é uma doença que tem controle e que cada pessoa é um ser diferente. Para cada portador existirá um tratamento adequado, com doses individualizadas. 

     A urticária é uma doença bastante prevalente no nosso meio, envolvendo fatores variados com repercussão importante na rotina do paciente. A identificação do fator desencadeante/mantenedor do quadro assim como o controle dos sintomas é fundamental para uma boa qualidade de vida.


Fonte: Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ) / urticaria.org.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Reação Adversa a Medicamentos


As reações adversas a medicamentos pode ser classificada da seguinte forma:
  •  Primeiro temos as reações previsíveis, ou seja, que são relacionadas às ações farmacológicas da medicação e são os chamados efeitos colaterais. Por exemplo: após inalação com Berotec é comum o paciente sentir o coração acelerar.
  • Segundo temos as reações imprevisíveis, e aqui entram as alergias. Estas dependem da susceptibilidade individual de cada paciente, e podem ocorrer reações a antibióticos, anti-inflamatórios, anestésicos, entre outros. 
      
      A alergia a medicamentos pode iniciar em qualquer período da vida, desde a infância até a velhice. Assim, podemos tomar um medicamentos por anos sem ter reação e um dia, os sintomas iniciam. Lembre-se que uma vez alérgico a uma medicação específica, toda vez que a pessoa entrar em contato com a mesma, os sintomas vão aparecer.


Os sintomas podem ser vários, podendo ser imediatos ou tardios.

Os sintomas imediatos acontecem de minutos até duas horas da ingestão ou contato com a medicação, e incluem:
  • manchas vermelhas que coçam na pele (urticária)
  • inchaço dos olhos, lábios (angioedema)
  • alta de ar, chiado no peito, tosse
  • queda da pressão arterial levando a desmaios
  • vômitos e diarreia


Já os sintomas tardios acontecem dias a semanas após início do uso da medicação e podem ser diversos:
  • vermelhidões na pele com ou sem descamação
  • aftas/úlceras orais
  • febre
  • hepatite
  • entre outros

Ainda existem poucos exames que nos auxiliam no diagnóstico. Atualmente, exames de sangue têm baixa sensibilidade, e assim, testes cutâneos são os que mais ajudam, como o teste de punctura (consulte outro post para saber mais sobre ele!).

O tratamento consiste em evitar a substância que causa alergia, lembrando sempre de se consultar com o especialista para confirmar o diagnóstico.