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Mostrando postagens com marcador pediatria. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Andador: Desnecessário e Perigoso

     É verdade que o andador continua sendo muito popular e, contra as recomendações usuais dos pediatras, é utilizado por cerca de 60 a 90% dos lactentes entre seis e quinze meses de idade. Os motivos alegados pelos pais para colocarem seus bebês em andadores incluem: eles dão mais segurança às crianças (evitando quedas), independência (pela maior mobilidade), promovem o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade).
     Entretanto, nos últimos tempos a literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A idéia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Uma pesquisadora sueca, publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso. De fato, ao longo de mais de trinta anos, as revistas médicas têm chamado a atenção para o grande risco do andador, que anualmente causa cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Um terço dessas lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização.
     É verdade que o andador confere independência à criança.Contudo, todos os especialistas em segurança infantil justamente insistem que um dos maiores fatores de risco para injúrias físicas é dar independência demais numa fase em que a criança ainda não tem a mínima noção de perigo. É consenso que a capacidade de autoproteção só é adquirida a partir dos cinco anos de idade. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a uma criança de dez anos.
     O andador pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança, bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio.
     O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.



Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Teste da Orelhinha

     A audição é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de nascer, por volta do quinto mês de gestação. Ele ouve a voz e os sons do corpo da mãe.

     É através da audição que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a fala.

     O teste da orelhinha ou “exame de emissões otoacústicas evocadas” é o método mais moderno para constatar problemas auditivos nos recém-nascidos. O exame consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno através de uma delicada sonda introduzida na orelhinha do nenê. É rápido, seguro e indolor. Este exame é feito ainda no hospital, com o nenê dormindo, a partir de 48 horas de vida, e leva de 5 a 10 minutos. No caso de suspeita de alguma anormalidade, o nenê será encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa.

    O Teste da Orelhinha, chamado também de Triagem Auditiva Neonatal, é assegurado por lei e todos os bebês devem fazer, para saber se está tudo bem com a audição. Assegure-se com o seu pediatra, de que seu bebê fez o teste.





SAIBA MAIS:

Riscos para perda auditiva:

  • outros casos de surdez na família
  • prematuros
  • baixo peso ao nascer
  • uso de antibióticos ototóxicos  e diuréticos no berçário
  • infecções congênitas principalmente citomegalovirose e rubéola



Falsos positivos no Teste da Orelhinha 
(Quando o bebê não passa no teste, mas tem audição normal):

     Esta condição é comum. A presença de líquido na orelha média, vernix caseoso no conduto auditivo e até mesmo cerúmen, podem levar a um resultado positivo. Ai está a importância da avaliação médica e do reteste do bebê. Muitas instituições  complementam a avaliação com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE automático), que é mais específico que o  exame de emissões otoacústicas e em não se altera frente as condições acima.



Frente ao teste positivo:

     O bebê deve ser submetido a exames mais detalhados, como o PEATE diagnóstico, comumente conhecido como BERA. Este exame poderá nos dar informações valiosas sobre a audição do bebê, determinando se ele ouve ou não e até que intensidade sonora ele ouve (limiar auditivo).
Se confirmada a perda auditiva, o bebê deverá ser acompanhado pela equipe de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos que vão inciar o processo de reabilitação auditiva.

O quanto antes a criança for reabilitada, melhor será seu desenvolvimento global e o desenvolvimento da linguagem.


Fonte: http://www.conversandocomopediatra.com.br/ - Sociedade Brasileira de Pediatria 
http://otorrinopediatrica.org.br/

Sites úteis: surdez.org.br e implantecoclear.org.br 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A Perigosa Cultura do Pronto-socorro

   

     A criação do pronto-socorro (PS) foi uma conquista avançada no contexto da recuperação da saúde. Infelizmente, com o tempo, ele foi se desvirtuando e usado como ambulatório com consequências desfavoráveis para a saúde da população, particularmente o segmento pediátrico.

     O objetivo do pronto-socorro é atender as urgências e emergências e nisso ele é insubstituível. Hoje em dia infelizmente ele é usado muito mais do que a necessidade real pois os pais acham que o atendimento é rápido, porém na realidade, eles acabam esperando durante horas, atravessando a madrugada, com sérios prejuízos para as atividades do dia seguinte. Acha-se que é o lugar mais fácil para se fazer exames. O pedido de exames que é feito no PS acaba aumentando o tempo de espera. Muitos desses exames não seriam necessários se a criança fosse atendida por um pediatra que a conhece e que pode aguardar, em contato com os pais, a evolução da doença.

     O que acontece para a criança nos primeiros anos de vida determina todo o seu futuro. Cabe ao pediatra verificar: estado nutricional, história alimentar, curva de crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor, comportamento, vacinação, atividades físicas, visão, audição, saúde bucal, sono, desenvolvimento da sexualidade, cuidados domiciliares, condições do meio ambiente, desempenho escolar, à tudo isso da-se o nome de PUERICULTURA.





     Ao escolher um pediatra, confirme que ele está à disposição para orientações breves nas ocasiões de urgência além do acompanhamento de puericultura.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que essas consultas de puericultura devem ser feitas em idades-chaves, mesmo que a criança não esteja doente, pois a consulta periódica de seu filho sadio evita as doenças.


A OMS recomenda: 

  • até 6 meses de idade, consulta mensal 
  • De 6 meses a 1 ano de 2/2meses
  • De 1 a 2 anos a cada 2 meses
  • De 2 a 3 anos a cada 3 meses
  • De 3 a 5 anos a cada 6 meses
  • De 5 a 13 anos a cada ano


Quando se deve ir ao PS:


  1. 1)  Levar ao PS nas emergências verdadeiras como: 

    • febre muito alta (acima de 39 graus)
    • criança abatida e/ou gemente
    • vômitos que não param
    • diarreia líquida seguida
    • dor de cabeça súbita forte
    • falta de ar
    • crise asmática forte
    • acidentes e traumas
    • intoxicação
    • convulsão
    • dor de barriga importante sem melhora com medicamentos 
    • entre outros

  1. 2)  Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento.

     Se for necessária a ida a um PS, saiba que o PS apenas começa o tratamento. Comunique-se o mais breve possível com seu pediatra para que ele acompanhe o tratamento. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Repelentes

     Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.
     Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.
Veja algumas dicas ao aplicar os repelentes:
-  Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes.
-  Os dispositivos ultrassônicos e os elétricos luminosos com luz azul são ineficazes.
-  Não deve-se utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças.
-  O suor atrai os insetos.
-  Não durma com repelente no corpo, lave-se antes.
-  Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e conserve-o para consulta.
-  Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua autoaplicação.
-  Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e então espalhe no rosto com cuidado.
-  Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto.
-  Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes.
-  Se suspeitar de qualquer reação adversa, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente.
     Devem-se procurar produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e/ou Anvisa, pois garantem que o produto seja eficaz e seguro.


Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Passo a passo para extração e armazenamento do leite materno



Primeiramente temos que saber aonde armazenar o leite e como realizar higienização adequada:

  1. Escolher os recipientes aonde será armazenado o leite materno: o ideal são potes de vidro incolor com tampas de plástico, como potes de maionese. Existem também recipientes próprios para isso. 
  2. Lave bem com água e sabão e depois ferva a tampa e o frasco por 15 minutos, contando o tempo a partir do início de fervura. 
  3. Escorra vidro e tampa sobre um pano limpo até secar. 
  4. Depois de secos feche bem o frasco. 
  5. Identifique o frasco de vidro onde vai colocar o leite com seu nome, data e hora da coleta. 
  6. Retire anéis, pulseiras e relógio. 
  7. Coloque uma touca ou um lenço no cabelo e amarre um lenço/tecido limpo na boca. 
  8. Lave as mãos até o cotovelo com água e sabão. 
  9. Lave as mamas apenas com água limpa. 
  10. Seque as mãos e as mamas com papel toalha, evitando deixar resíduo de papel, ou com um pano limpo. 

LEMBRE-SE: A HIGIENIZAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO DO LEITE! FAÇA ESSA PARTE COM MUITA ATENÇÃO!





E como extrair o leite materno? 


  1. O primeiro passo é estar relaxada, sentada confortavelmente, respirar com calma e pensar no bebê. Você já terá deixado preparado o frasco que vai utilizar para a coleta. Talvez você possa deixar, também, um copo com água ou suco para você beber.
  2.  A seguir inicie a massagem das mamas: faça movimentos circulares com a ponta dos dedos em toda a aréola (parte escura da mama)
  3. Continuando, massageie toda a mama, mantendo os movimentos circulares. 
  4. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola e os dedos indicador e médio abaixo dela. 
  5. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao tronco. 
  6. Aperte o polegar contra os outros dedos com cuidado, até sair o leite.
  7. Não deslize os dedos sobre a pele. Aperte e solte, aperte e solte muitas vezes. 
  8. Despreze os primeiros jatos ou gotas. 
  9. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, com a parte interna voltada para cima. 
  10. Retire o leite do peito com as mãos ou com bomba manual ou elétrica. 
  11. Após terminar a coleta, feche bem o frasco. 

Fonte: Ministério da Saúde 


Como guardar o leite materno com segurança? 


  • Guarde o leite coletado no freezer ou congelador, bem tampado e devidamente identificado.  
  • Se o frasco não ficar cheio você pode completá-lo em outra coleta (no mesmo dia), deixando sempre um espaço de dois dedos entre a boca do frasco e o leite. No outro dia, comece com outro frasco. 
  • Se no seu local de trabalho houver uma sala própria para estes procedimentos, ao terminar, jogue no lixo os materiais descartáveis e arrume os equipamentos no lugar, deixando tudo em ordem para a próxima coleta

O PRAZO DE VALIDADE DO LEITE CRU É DE:

- 12 HORAS SE GUARDADO NA GELADEIRA 

- 15 DIAS SE ESTOCADO EM FREEZER OU CONGELADOR


Fonte: uol.com.br


E posso transportar o leite materno? 

  • Sim: ao final da jornada de trabalho pegue uma sacola (ou caixa) térmica e coloque gelo retirado do freezer ou congelador. Após certificar-se de que é o seu leite, coloque o frasco na sacola, feche-a e leve-a para casa. 
  • Ao chegar em casa, coloque logo o leite no freezer ou congelador. 


E como esquentar o leite materno para oferecer para o meu bebê?

  • Amorne o leite em banho-maria (água quente em fogo desligado), agitando o vidro lentamente para misturar os seus componentes. O leite não deve ser fervido e nem aquecido em microondas, pois este tipo de aquecimento pode destruir seus fatores de proteção. 
  • Amorne apenas a quantidade de leite que o bebê for utilizar. 
  • O leite morno que sobrar deve ser desprezado. O restante de leite descongelado e não aquecido poderá ser guardado na geladeira e utilizado no prazo de até 12 horas após o descongelamento. 
  • Oferecer o leite em copinho, xícara ou colherinha. 


Fonte: Ministério da Saúde (Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta) 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Aleitamento Materno


     Amamentar nem sempre é fácil. Vai haver momentos em que você quase desiste, mas aguente firme! Não há muitas coisas na vida que sejam realmente boas e ao mesmo tempo fáceis de conseguir. Os benefícios da amamentação são inúmeros, tanto para mãe como para o bebê. O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebé necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebé de certas doenças e infecções.


aleitamento materno protege as crianças de:

  • Alergias
  • Otites
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Meningites
  • Bronquiolites



Outras vantagens do leite materno para o bebe:

  • Melhora o desenvolvimento mental do bebe;
  • É mais facilmente digerido;
  • Amamentar promove um vínculo afetivo muito forte e precoce entre a mãe e a criança;
  • Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas;
  • O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes;


Amamentar tem vantagens também para a mãe:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;
  • Ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal mais rapidamente;
  • A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;
  • A amamentação protege da osteoporose;
  • A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro). As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem;
Amamentar também é vantajoso para a família:

  • A amamentação é mais económica para a família. Basta multiplicar o preço de uma lata de leite em pó, pelo número de latas necessárias ao longo da vida da criança.
O leite em pó é muito diferente do leite materno e a sua utilização pode trazer desvantagens para o bebe:

  • Os leites artificiais usados habitualmente, são feitos a partir de leite de vaca. Por essa razão, o uso de leite artificial aumenta o risco de alergia ao leite de vaca;
  • As crianças que são alimentadas com leite artificial têm maior risco de vir a sofrer de otites, amigdalites, bronquiolites, pneumonias, diarreias, infecções urinárias e sépsis;
  • As crianças alimentadas com leite em pó, além de terem maior risco de infecções, elas surgem com maior gravidade, porque o seu sistema imune não recebe a ajuda dos anticorpos e glóbulos brancos presentes no leite materno;
  • As crianças alimentadas com leite artificial têm maior risco de sofrer obesidade na vida adulta;
  • As crianças alimentadas com leite em pó têm maior risco de desenvolver eczema, asma e outras manifestações de doença alérgica;


          
Agora, algumas dicas de como colocar em prática :
  1. Leve o bebê para um lugar silencioso.
  2. Procure deixar a mente tranquila, pense coisas boas.
  3. Sente-se em um local confortável, mas que tenha bom apoio.
  4. Exponha completamente a mama.
  5. Aguarde o bebê abrir a boca. (Caso não abra, encoste o dedo ou mamilo no cantinho da boca do bebe)
  6. Quando o bebê abrir a boca, traga-o até o peito.
  7. Introduza o mamilo e parte da aréola dentro da boca (Atenção: Não introduza somente o mamilo, introduza também a aréola)

O que não pode acontecer :

Barulho excessivo de deglutição
- Barulho de língua (barulho de beijo)
- Dor ao mamar
- Bochechas encovadas
- Bebê não pode abocanhar só o bico




     Tenha mais informações na Cartilha sobre Amamentação da Sociedade Brasileira de Pediatria: http://www.sbp.com.br/src/uploads/2012/12/cartilhasmam.pdf


Fonte:Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Pediatria

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Tipos de Inaladores/Nebulizadores


     Os inaladores são aparelhos muito úteis para crianças e adultos, pois são a via de administração de diversas medicações, como Berotec ®, Atrovent ®, entre outros. Além disso, também usamos a inalação com soro fisiológico, como uma forma de hidratar as vias aéreas e ajudar quando estas estão com secreção ou quando o tempo está seco.

     Existem 2 tipos de nebulizadores/inaladores: a jato e ultrassônico. Além desses, existe também o espaçador e máscara que também é utilizado para realizar medicações inalatórias que vêm em dispositivos chamados de inaladores pressurizado (IPs) ou as famosas “bombinhas”.

Nesse post vamos explicar sobre cada um deles.

Inalador a Jato


     Este funciona com uma bomba de ar que liberam o ar comprimido em alta velocidade pelos orifícios do micronebulizador. Assim, o líquido é arrastado com o ar, gerando microgotículas e consequentemente, a névoa. É o inalador mais usado no país e todas as medicações inalatórias podem ser usadas nele. Entretanto, é o inalador barulhento, já que o ar sai em alta velocidade para criar a névoa.
Fonte: extra.com.br

Inalador ultrassônico


      Consiste em um inalador que gera a névoa através da vibração do transdutor (cristal), resultando em microgotículas que são carregadas através do fluxo contínuo do ar. É conhecido como inalador silencioso, pois não faz ruídos durante o seu uso. Sua desvantagem é que algumas medicações não podem ser realizadas nesse tipo de inalador, como os corticoides inalatórios (Pulmicort ® e Clenil A ®), pois estes não se tornam microgotículas de forma eficiente e acabam não chegando nas vias aéreas do paciente.

Como limpar os inaladores?


     Antes e após o uso, lavar todos os acessórios com água e detergente ou sabão neutro. Seque com papel absorvente macio. 

Após a lavagem, deverá ser feita a desinfecção com: 
  • Solução à base de vinagre (ácido acético): Na proporção de 2 (duas) colheres de sopa para cada 1 (um) litro de água filtrada, mergulhando os acessórios pelo período de 20 a 30 minutos, aproximadamente) 
OU
  • Água sanitária: Na proporção de 1 (uma) colher de sopa para cada 1 (um) litro de água filtrada, mergulhando os acessórios pelo período de 20 a 30 minutos, aproximadamente. 

     Pode-se também utilizar “esterilizante/germicida” encontrado em farmácias ou em casas especializadas. Seguir os cuidados e proporções recomendados pelo fabricante para que não danifique as partes plásticas do Inalador/Nebulizador. 

     Após qualquer um dos procedimentos utilizados, enxágue em água corrente e seque todos os componentes com papel absorvente macio.


Usando o Espaçador e a Máscara


     Adultos não necessitam utilizar o espaçador e máscara, já que conseguem coordenar a respiração com o jato da medicação. Porém, crianças pequenas ainda não têm essa habilidade, e assim esta é a forma mais efetiva de administrar os Inaladores Pressurizados em crianças (estudos mostram que as partículas de beta2 agonistas (Aerolin ®) chegam em quantidade maior no pulmão quando comparado com nebulizadores). Também, não dependem de energia elétrica, sendo sua realização muito mais fácil e prática.  

     É importante comprar uma máscara que se acople adequadamente ao rosto da criança (existem vários tamanhos disponíveis) para que a medicação não seja desperdiçada e vá para as vias aéreas. Em crianças maiores, não é necessário a máscara, é possível colocar o bucal diretamente na boca do paciente. Lembre-se de adquirir espaçador e máscara com válvulas, pois impede que a criança exale para dentro do espaçador.


     A técnica é bem simples, como podemos ver no vídeo abaixo:



      Sua higienização também é simples: consiste em deixar a mascara e o espaçador de molho em água quente (1 litro) com duas gotas de detergente por 30 minutos uma vez por semana. Após, deixar secar naturalmente, não há necessidade de passar esponja ou pano. Guardar em saco ou caixa de plástico, evitando acúmulo de mofo ou pó.


Fonte: Global Strategy for Asthma Management and Prevention. GINA 2016 / Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma - 2012

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Tecnologia e os pequenos...


     A internet atravessou fronteiras, dissolveu barreiras culturais, penetrou bloqueios políticos, vaporizou diferenças sociais e cresceu mais rápido e em todas as direções, superando as expectativas do futuro planejado nos séculos passados e as certezas tecnológicas. Qualquer conhecimento ou informação está disponível com o apertar de um botão e todos podem ter acesso com liberdade.

"Meu filho já sabe mexer no Ipad! É tão bonitinho!" - Esse é um descurso que ouvimos com freqüência durante as consultas. 


     De olhos e mãos grudados nas telas, a nova geração cresce mais informada. Por outro lado, a tecnologia costuma deixar uns mais distantes dos outros. Nós especialistas, ainda estamos longe de um consenso sobre os efeitos dos eletrônicos nas crianças pequenas, mas todos recomendam equilíbrio. Alternar os momentos online com brincadeiras reais é a principal dica para evitar problemas.

     Acredita-se que não há nenhum ganho formal no uso precoce de celulares, tablets ou computadores em crianças abaixo de 2 anos de idade. Já entre as crianças com mais de 3 anos, deve-se haver um limite de uso de duas horas por dia .
     Existem operações mentais que precisam naturalmente serem feitas nessa idade e o grau de estimulação de um tablet desrespeita  essa natureza de desencadeamento da lógica. Já se sabe, por exemplo, que quanto mais você utilizar a tecnologia, piores serão suas funções cognitivas como a memória e desenvolvimento da atenção. Não somos contrários à tecnologia, mas o alerta é que se tenha o mínimo de cuidado para que essa exposição seja zelada e observada.
     Alguns estudos já mostram que o celular, da forma que vem sendo utilizado hoje, vem criando o que se chama de dependência tecnológica. Há pessoas que cada vez mais precisam ficar em contato com o celular.

     Na infância, nosso cérebro sofre um processo de amadurecimento que só é finalizado após a maioridade, aos 21 anos. A região do córtex pré-frontal é a última área a ser finalizada, e o córtex é responsável pelo nosso raciocínio lógico e também pelo controle dos impulsos, é nosso freio comportamental. No caso dos jovens, embora eles tenham acesso ao conhecimento, não conseguem diminuir o apelo do comportamento. Por isso essas questões ligadas ao impulso são muito importantes, as pessoas têm de ficar atentas para que a vulnerabilidade cognitiva do cérebro não crie problemas de adição. A tecnologia tem de estar ao nosso serviço e não ao contrário.


     O que alguns pesquisadores têm dito é que a tecnologia, do jeito que ela tem sido utilizada hoje, de forma inadvertida, está causando uma grande limitação social.


   A dica que fica é: moderação.

Fonte: Sociedade Braseira de Pediatria 



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Febre: e agora?

O que é febre?

A febre é a elevação da temperatura corporal acima do valor de normalidade (maior igual a 37,8°), que pode ocorrer devido a diversos fatores: infecção, inflamação, tumor, entre outros. Nas crianças, a causa mais comum é infecção.

Em vigência da febre, as crianças podem  apresentar coração acelerado, respiração mais ofegante e ficam prostradas. Entretanto, sabemos que a febre é uma das medidas que o corpo toma para combater os microorganismos que estão nos infectando. Por isso, a febre deve ser medicada se a temperatura estiver acima de 37,8 graus. O estado "subfebril" (entre 37 e 37,7) não deve ser medicado, mas observado e acompanhado, pois nem sempre a temperatura se elevará.

Por ser um dos primeiros sinais de infecção, é comum ela aparecer em crianças sem nenhum outro sintoma, como tosse, coriza, diarréia. É por conta disso que orientamos ida ao pronto-socorro caso a febre permaneça por mais de 48 horas, pois em geral nos primeiros dias da infecção ainda não existem alterações no exame físico ou laboratoriais que possam ajudar no diagnóstico.

Claro que se a criança apresentar algum sinal de alarme para doença mais grave, não espere, procure o pronto-socorro na mesma hora. Quais seriam esses sinais?
  • falta de ar
  • sonolência intensa ou hipoatividade 
  • manchas vermelhas no corpo
  • vômitos persistentes 
Fonte: revistasaude.uol.com.br

E a febre pode causar alguma complicação para a criança?

A febre em si é um mal estar, por isso a necessidade de medicar com anti-térmicos. Existe também uma pequena chance de convulsão, a chamada convulsão febril.

A convulsão febril ocorre principalmente em crianças pequenas até os 5 anos de idade, e sua incidência é de cerca de 4%. Ela tem caráter benigno, ou seja, raramente evolui para epilepsia ou para lesões no cérebro. Ela acontece devido ao baixo limiar do córtex cerebral em desenvolvimento, por isso é um fenômeno da infância e tende a melhorar conforme a criança cresce. Também, sabemos que a elevação rápida da temperatura é um dos fatores que podem ocasioná-la, e não necessariamente a temperatura elevada.


Dicas:
  • sempre faça aferição da febre com termômetro, de preferência digital: para o médico faz diferença saber se a febre foi de 37,8 ou 39 graus
  • não esperar chegar ao pronto-socorro para medicar! Medique em casa assim que confirmado a temperatura acima de 37,8. A febre altera o exame físico e consequentemente a avaliação do médico
  • intercale os anti-térmicos caso a febre apareça antes de 6 horas da última medicação
  • durante a febre não há necessidade de agasalhar a criança, priorize roupas leves para que ajude a baixar a temperatura
  • banhos também podem ser utilizados para diminuir a temperatura, mas nunca gelados! O ideal é na temperatura ambiente
  • lembre-se de manter a criança hidratada


ATENÇÃO:

Se seu bebê tem menos de 3 meses e apresenta temperatura maior igual a 37,8, desagasalhe-o um pouco, meça de novo a febre após 30 minutos. Se a temperatura persistir procurar seu pediatra ou um pronto-socorro o mais rápido possível logo no primeiro pico, não aguardar as 48 horas.


Alguma dúvida? Escreva para gente nos comentários abaixo!


Fonte: J. Pediatr. (Rio J.) vol.78  suppl.1 Porto Alegre July/Aug. 2002




terça-feira, 6 de setembro de 2016

Refluxo Gastroesofágico

     O Refluxo gastroesofágico é o refluxo de conteúdo gástrico para a boca sem que haja náuseas ou esforço (diferente do vômito). É classificado em Refluxo Fisiológico quando ocorre em criança saudáveis, com bom ganho de peso, desaparece com a idade e não requer tratamento ou investigação. 

     A maioria dos bebês antes de seis meses de idade apresenta Refluxo Gastroesofágico Fisiológico, ou seja, vomitam ou regurgitam, mas sem conseqüências para o seu desenvolvimento. À medida que se desenvolvem e começam a receber alimentos mais consistentes, principalmente após os seis meses de idade, os sintomas melhoram.





     Devemos nos preocupar quando ocorre:

·      Baixo ganho de peso
·      Infecções respiratórias de repetição
·      Vômitos
·      Choro contínuo 
·      Irritabilidade
·      Apatia 
·      Distensão abdominal

Algumas medidas devem ser tomadas para a melhora dos sintomas do refluxo:

1) Medidas posturais:  elevação da cabeceira do berço 




2) Medidas dietéticas:  

- manter aleitamento materno exclusivo.

- se o bebê receber leite em pó, fracionar as mamadeiras 

- as mamadeiras devem ser tomadas com o bebê em posição semi-elevada e, após as mesmas, esperar pelo menos quarenta minutos para deitar

- é muito importante a forma como a mãe segura seu filho durante a amamentação ou administração da mamadeira, apoiando toda coluna da criança em seus braços, evitando-se assim a flexão do abdome

- a mamadeira deve ser retirada a partir dos dois anos e meio. Ela é um grande vilão para o RGE. Ela promove a congestão das vias aéreas superiores colaborando com os sintomas respiratórios já citados, além de permitir uma maior ingestão de ar, o que promove a distensão do estômago e conseqüente refluxo

Lembre que após mamar é necessário que a criança permaneça durante pelo menos 30 a 40 minutos no colo, sentada ou brincando. Para controlar o refluxo de seus bebê, muito importante não oferecer mamadeira para dormir (ela não é calmante) e durante a madrugada. 




    O tratamento medicamentoso deve sempre ser realizado pelo médico, consiste de medicamentos que inibem a secreção ácida proveniente do estômago e tem indicações específicas. 


Fonte: gastropediatria.med.br


Higiene Bucal dos Bebês


     O nascimento dos primeiros dentinhos pode deixar a criança irritada. Os primeiros sinais de que os dentes estão chegando são coceira na gengiva pela pressão dos dentes, gengiva mais abaulada e esbranquiçada e aumento da salivação por conta do amadurecimento das glândulas salivares e pela incapacidade do bebê engolir toda a saliva.Todos esses sintomas deixam o sono do bebê mais agitado.

     O bebê leva a mão e tudo o que pega à boca, principalmente para aliviar a coceira das gengivas. As impurezas são transportadas do ambiente para o organismo do bebê podendo ocasionar estados febris, vômitos e diarréias, sintomasindiretamente relacionados com o aparecimento dos primeiros dentes.

     Para aliviar o desconforto, ofereça ao bebê mordedores para massagear a gengiva. O alívio será maior se antes o mordedor ficar na geladeira, o frio ajuda a confortar a região.




     Algumas crianças já nascem com o dente de leite e pode machucar a língua do bebê e o seio da mamãe durante o aleitamento materno. Por volta dos 6 meses de idade podem surgir os primeiros dentinhos ( incisivos centrais inferiores) e depois em ordem crescente:

o   Os incisivos centrais superiores;
o   Os incisivos laterais inferiores (por volta dos 11 meses de idade)
o   Os incisivos laterais superiores (por volta de 1 ano e 2 meses de idade)
o   Primeiros molares decíduos, os caninos e os segundos molares decíduo
o   Aos 3 anos, seu filho terá todos os dentes de leite (dentição decídua completa)

     Ao todo, são 10 dentes na arcada de cima e 10 na arcada de baixo

     Os pais não devem ficar preocupados se no primeiro aniversário do seu filho ele ainda não tiver nenhum dente. É normal um atraso de até 8 meses.

Escovação:

-        Use uma escova pequena e com cerdas macias. Faça movimentos circulares ou movimentos ondulados em todas as superfícies dos dentes, particularmente onde o dente encontra a gengiva.

-        Deve-se utilizar pequena quantidade de pasta sem flúor . A pasta com flúor só deve ser utilizado quando a criança aprender a cuspir. 




Fonte: abodontopediatria.org.br