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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Andador: Desnecessário e Perigoso

     É verdade que o andador continua sendo muito popular e, contra as recomendações usuais dos pediatras, é utilizado por cerca de 60 a 90% dos lactentes entre seis e quinze meses de idade. Os motivos alegados pelos pais para colocarem seus bebês em andadores incluem: eles dão mais segurança às crianças (evitando quedas), independência (pela maior mobilidade), promovem o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade).
     Entretanto, nos últimos tempos a literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A idéia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Uma pesquisadora sueca, publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso. De fato, ao longo de mais de trinta anos, as revistas médicas têm chamado a atenção para o grande risco do andador, que anualmente causa cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Um terço dessas lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização.
     É verdade que o andador confere independência à criança.Contudo, todos os especialistas em segurança infantil justamente insistem que um dos maiores fatores de risco para injúrias físicas é dar independência demais numa fase em que a criança ainda não tem a mínima noção de perigo. É consenso que a capacidade de autoproteção só é adquirida a partir dos cinco anos de idade. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a uma criança de dez anos.
     O andador pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança, bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio.
     O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.



Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Tecnologia e os pequenos...


     A internet atravessou fronteiras, dissolveu barreiras culturais, penetrou bloqueios políticos, vaporizou diferenças sociais e cresceu mais rápido e em todas as direções, superando as expectativas do futuro planejado nos séculos passados e as certezas tecnológicas. Qualquer conhecimento ou informação está disponível com o apertar de um botão e todos podem ter acesso com liberdade.

"Meu filho já sabe mexer no Ipad! É tão bonitinho!" - Esse é um descurso que ouvimos com freqüência durante as consultas. 


     De olhos e mãos grudados nas telas, a nova geração cresce mais informada. Por outro lado, a tecnologia costuma deixar uns mais distantes dos outros. Nós especialistas, ainda estamos longe de um consenso sobre os efeitos dos eletrônicos nas crianças pequenas, mas todos recomendam equilíbrio. Alternar os momentos online com brincadeiras reais é a principal dica para evitar problemas.

     Acredita-se que não há nenhum ganho formal no uso precoce de celulares, tablets ou computadores em crianças abaixo de 2 anos de idade. Já entre as crianças com mais de 3 anos, deve-se haver um limite de uso de duas horas por dia .
     Existem operações mentais que precisam naturalmente serem feitas nessa idade e o grau de estimulação de um tablet desrespeita  essa natureza de desencadeamento da lógica. Já se sabe, por exemplo, que quanto mais você utilizar a tecnologia, piores serão suas funções cognitivas como a memória e desenvolvimento da atenção. Não somos contrários à tecnologia, mas o alerta é que se tenha o mínimo de cuidado para que essa exposição seja zelada e observada.
     Alguns estudos já mostram que o celular, da forma que vem sendo utilizado hoje, vem criando o que se chama de dependência tecnológica. Há pessoas que cada vez mais precisam ficar em contato com o celular.

     Na infância, nosso cérebro sofre um processo de amadurecimento que só é finalizado após a maioridade, aos 21 anos. A região do córtex pré-frontal é a última área a ser finalizada, e o córtex é responsável pelo nosso raciocínio lógico e também pelo controle dos impulsos, é nosso freio comportamental. No caso dos jovens, embora eles tenham acesso ao conhecimento, não conseguem diminuir o apelo do comportamento. Por isso essas questões ligadas ao impulso são muito importantes, as pessoas têm de ficar atentas para que a vulnerabilidade cognitiva do cérebro não crie problemas de adição. A tecnologia tem de estar ao nosso serviço e não ao contrário.


     O que alguns pesquisadores têm dito é que a tecnologia, do jeito que ela tem sido utilizada hoje, de forma inadvertida, está causando uma grande limitação social.


   A dica que fica é: moderação.

Fonte: Sociedade Braseira de Pediatria 



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Desenvolvimento Motor da Criança

O desenvolvimento da criança é uma coisa fascinante para os pais e pediatras. É uma delícia ver o bebê aprendendo cada dia uma coisa nova: o primeira sorriso, os primeiros passos, as primeiras palavras!

Hoje vamos focar no desenvolvimento motor da criança.

Com quantos meses podemos esperar cada coisa?

Confira a tabela abaixo e fique de olho no seu pequeno!



6 meses

9 meses




















Lembre-se que a idade pode variar um pouco para cada criança. É normal alguns bebes andarem com 9 meses e outros com 1 ano e 2 meses. O importante é sempre acompanhar com um pediatra
para que ele avalie se está tudo evoluindo bem.

Fonte: Denver II