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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Imunoterapia


     A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (3- 5 anos). A imunoterapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica. 

     Alergia é uma reação do sistema imunológico. Uma das apresentações mais comuns de alergia é caracterizada pela formação de anticorpos de uma determinada classe de proteína, chamada de imunoglobulina E (IgE). Estes anticorpos são específicos para componentes (alérgenos) do ambiente, como os ácaros da poeira, pólens, fungos, alimentos e insetos. 

     A imunoterapia procura reduzir o grau de sensibilização (nível de anticorpos IgE) impedindo reações alérgicas graves como a anafilaxia e interfere na inflamação característica da rinite alérgica e da asma brônquica levando a uma melhora perceptível na qualidade de vida do paciente. A Organização Mundial de Saúde recomenda a imunoterapia como uma forma de tratamento comprovadamente eficaz nas doenças alérgicas. 
É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença.

      Pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos. Não existe até o momento, indicação de imunoterapia para alergia a alimentos.

     É importante ressaltar que as vacinas com alérgenos não devem ser aplicadas como forma isolada de tratamento. Ao contrário, a abordagem do paciente alérgico deve contemplar medidas de controle da exposição a alérgenos e o uso de medicamentos para controle e prevenção das manifestações clínicas. Desta forma, a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada como parte de um plano de tratamento que inclui medidas de controle ambiental e farmacoterapia. 

     Hoje em dia existe duas vias possíveis de aplicação da imunoterapia: Via oral e Via subcutânea. A escolha do melhor tratamento e via de aplicação para cada paciente deve ser feita com orientação médica detalhada. 






Agende sua consulta para saber mais sobre o tratamento!

Fonte: Associação Brasileira de alergia e Imunologia 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Doença Exantemática: Varicela

     A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença causada pelo vírus herpes zoster, que acomete principalmente crianças. A forma mais comum de contágio é pela saliva, espirro, tosse ou mesmo na fala. A transmissão também pode acontecer por meio da inoculação direta, ou seja, quando as mãos têm contato com vesículas contaminadas de alguma pessoa doente e infectam a via aérea ou mucosa oral, ou indireta, pelo contato com roupas ou superfícies que foram utilizadas pela pessoa doente. 
     Caracteriza-se pela presença de vesículas ou bolhas, em geral, de conteúdo claro e com as bordas avermelhadas. Essas bolhas, que surgem na pele de todo o corpo, inclusive no couro cabeludo, boca e outras mucosas, aparecem em surtos, ou seja, várias ao mesmo tempo, vêm acompanhadas de febre baixa a moderada com duração média de quatro dias. 



     O diagnóstico da doença é basicamente clínico, embora exista a possibilidade de confirmação sorológica.
     Nas crianças pequenas, não é indicado qualquer tratamento, nem mesmo os conhecidos banhos de permanganato, que, quando mal diluído, pode causar queimaduras na pele. O ideal é fazer a higiene adequada da pele, com água e sabão, durante o banho habitual, e cortar bem as unhas da criança para que ela não coce as vesículas e corra o risco de infeccioná-las. 
     O tratamento específico com a medicação, que é o aciclovir, só é indicado em adultos ou pacientes acima dos 12 anos, pois a taxa de complicação da doença costuma ser maior. Em casos específicos, quando o paciente tem HIV, algum grau de imunossupressão ou outra comorbidade que faz com que ele manifeste uma varicela mais grave, é indicado o tratamento com aciclovir também em menores de 12 anos. 
     Antitérmicos são indicados e deve-se lembrar de evitar ácido acetilsalicílico e ibuprofeno. Em algumas situações, pode-se utilizar medicações anti-alérgicos visando conter o prurido que acompanha as lesões de pele.
     As infecções secundárias da pele são as complicações mais comuns associadas à catapora. A doença cria na pele uma porta de entrada para bactérias, que poderão causar infecções na mesma.
    A vacinação para varicela é importante para prevenir a doença, pois na maioria dos  casos, impede que a pessoa manifeste a doença em sua forma mais grave.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Aleitamento Materno


     Amamentar nem sempre é fácil. Vai haver momentos em que você quase desiste, mas aguente firme! Não há muitas coisas na vida que sejam realmente boas e ao mesmo tempo fáceis de conseguir. Os benefícios da amamentação são inúmeros, tanto para mãe como para o bebê. O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebé necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebé de certas doenças e infecções.


aleitamento materno protege as crianças de:

  • Alergias
  • Otites
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Meningites
  • Bronquiolites



Outras vantagens do leite materno para o bebe:

  • Melhora o desenvolvimento mental do bebe;
  • É mais facilmente digerido;
  • Amamentar promove um vínculo afetivo muito forte e precoce entre a mãe e a criança;
  • Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas;
  • O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes;


Amamentar tem vantagens também para a mãe:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;
  • Ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal mais rapidamente;
  • A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;
  • A amamentação protege da osteoporose;
  • A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro). As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem;
Amamentar também é vantajoso para a família:

  • A amamentação é mais económica para a família. Basta multiplicar o preço de uma lata de leite em pó, pelo número de latas necessárias ao longo da vida da criança.
O leite em pó é muito diferente do leite materno e a sua utilização pode trazer desvantagens para o bebe:

  • Os leites artificiais usados habitualmente, são feitos a partir de leite de vaca. Por essa razão, o uso de leite artificial aumenta o risco de alergia ao leite de vaca;
  • As crianças que são alimentadas com leite artificial têm maior risco de vir a sofrer de otites, amigdalites, bronquiolites, pneumonias, diarreias, infecções urinárias e sépsis;
  • As crianças alimentadas com leite em pó, além de terem maior risco de infecções, elas surgem com maior gravidade, porque o seu sistema imune não recebe a ajuda dos anticorpos e glóbulos brancos presentes no leite materno;
  • As crianças alimentadas com leite artificial têm maior risco de sofrer obesidade na vida adulta;
  • As crianças alimentadas com leite em pó têm maior risco de desenvolver eczema, asma e outras manifestações de doença alérgica;


          
Agora, algumas dicas de como colocar em prática :
  1. Leve o bebê para um lugar silencioso.
  2. Procure deixar a mente tranquila, pense coisas boas.
  3. Sente-se em um local confortável, mas que tenha bom apoio.
  4. Exponha completamente a mama.
  5. Aguarde o bebê abrir a boca. (Caso não abra, encoste o dedo ou mamilo no cantinho da boca do bebe)
  6. Quando o bebê abrir a boca, traga-o até o peito.
  7. Introduza o mamilo e parte da aréola dentro da boca (Atenção: Não introduza somente o mamilo, introduza também a aréola)

O que não pode acontecer :

Barulho excessivo de deglutição
- Barulho de língua (barulho de beijo)
- Dor ao mamar
- Bochechas encovadas
- Bebê não pode abocanhar só o bico




     Tenha mais informações na Cartilha sobre Amamentação da Sociedade Brasileira de Pediatria: http://www.sbp.com.br/src/uploads/2012/12/cartilhasmam.pdf


Fonte:Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Pediatria

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Tipos de Inaladores/Nebulizadores


     Os inaladores são aparelhos muito úteis para crianças e adultos, pois são a via de administração de diversas medicações, como Berotec ®, Atrovent ®, entre outros. Além disso, também usamos a inalação com soro fisiológico, como uma forma de hidratar as vias aéreas e ajudar quando estas estão com secreção ou quando o tempo está seco.

     Existem 2 tipos de nebulizadores/inaladores: a jato e ultrassônico. Além desses, existe também o espaçador e máscara que também é utilizado para realizar medicações inalatórias que vêm em dispositivos chamados de inaladores pressurizado (IPs) ou as famosas “bombinhas”.

Nesse post vamos explicar sobre cada um deles.

Inalador a Jato


     Este funciona com uma bomba de ar que liberam o ar comprimido em alta velocidade pelos orifícios do micronebulizador. Assim, o líquido é arrastado com o ar, gerando microgotículas e consequentemente, a névoa. É o inalador mais usado no país e todas as medicações inalatórias podem ser usadas nele. Entretanto, é o inalador barulhento, já que o ar sai em alta velocidade para criar a névoa.
Fonte: extra.com.br

Inalador ultrassônico


      Consiste em um inalador que gera a névoa através da vibração do transdutor (cristal), resultando em microgotículas que são carregadas através do fluxo contínuo do ar. É conhecido como inalador silencioso, pois não faz ruídos durante o seu uso. Sua desvantagem é que algumas medicações não podem ser realizadas nesse tipo de inalador, como os corticoides inalatórios (Pulmicort ® e Clenil A ®), pois estes não se tornam microgotículas de forma eficiente e acabam não chegando nas vias aéreas do paciente.

Como limpar os inaladores?


     Antes e após o uso, lavar todos os acessórios com água e detergente ou sabão neutro. Seque com papel absorvente macio. 

Após a lavagem, deverá ser feita a desinfecção com: 
  • Solução à base de vinagre (ácido acético): Na proporção de 2 (duas) colheres de sopa para cada 1 (um) litro de água filtrada, mergulhando os acessórios pelo período de 20 a 30 minutos, aproximadamente) 
OU
  • Água sanitária: Na proporção de 1 (uma) colher de sopa para cada 1 (um) litro de água filtrada, mergulhando os acessórios pelo período de 20 a 30 minutos, aproximadamente. 

     Pode-se também utilizar “esterilizante/germicida” encontrado em farmácias ou em casas especializadas. Seguir os cuidados e proporções recomendados pelo fabricante para que não danifique as partes plásticas do Inalador/Nebulizador. 

     Após qualquer um dos procedimentos utilizados, enxágue em água corrente e seque todos os componentes com papel absorvente macio.


Usando o Espaçador e a Máscara


     Adultos não necessitam utilizar o espaçador e máscara, já que conseguem coordenar a respiração com o jato da medicação. Porém, crianças pequenas ainda não têm essa habilidade, e assim esta é a forma mais efetiva de administrar os Inaladores Pressurizados em crianças (estudos mostram que as partículas de beta2 agonistas (Aerolin ®) chegam em quantidade maior no pulmão quando comparado com nebulizadores). Também, não dependem de energia elétrica, sendo sua realização muito mais fácil e prática.  

     É importante comprar uma máscara que se acople adequadamente ao rosto da criança (existem vários tamanhos disponíveis) para que a medicação não seja desperdiçada e vá para as vias aéreas. Em crianças maiores, não é necessário a máscara, é possível colocar o bucal diretamente na boca do paciente. Lembre-se de adquirir espaçador e máscara com válvulas, pois impede que a criança exale para dentro do espaçador.


     A técnica é bem simples, como podemos ver no vídeo abaixo:



      Sua higienização também é simples: consiste em deixar a mascara e o espaçador de molho em água quente (1 litro) com duas gotas de detergente por 30 minutos uma vez por semana. Após, deixar secar naturalmente, não há necessidade de passar esponja ou pano. Guardar em saco ou caixa de plástico, evitando acúmulo de mofo ou pó.


Fonte: Global Strategy for Asthma Management and Prevention. GINA 2016 / Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma - 2012

Conjuntivite Alérgica


     A conjuntiva é uma fina mucosa que recobre o olho e as pálpebras em sua porção interna. Sua inflamação é caracterizada pelo olho vermelho, podendo ter diversas causas, como infecção viral/bacteriana e alergias.


Fonte: cemahospital.com.br



Fonte: atribunamt.com.br

Os principais sintomas de conjuntivite alérgica são:

  • vermelhidão nos olhos
  • inchaço das pálpebras
  • coceira nos olhos
  • secreção nos olhos




     A conjuntivite alérgica é em geral causada por ácaros (poeira doméstica). Existem formas agudas cujo principal sintoma é a coceira e algumas formas crônicas que acometem outras estruturas do olho além da conjuntiva, como a córnea.

     O diagnóstico é clínico, ou seja os sintomas nos indicam que é a doença, associado a avaliação dos alérgenos que o paciente apresenta reação.

     O tratamento consiste em colírios lubrificantes (as lágrimas artificiais) e outros colírios com medicamentos, além de evitar o alérgeno. As vacinas (imunoterapias) podem ajudar no tratamento, principalmente nas conjuntivites por ácaros.

     É importante o cuidado e o tratamento da conjuntivite alérgica pois a longo prazo a coceira e a inflamação podem levar a complicações, como: ceratocone (quando a córnea do olho perde a sua curvatura normal e adquire uma forma pontuda), catarata anterior, úlceras na córnea, entre outros.

Fonte: cemahospital.com.br