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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Passo a passo para extração e armazenamento do leite materno



Primeiramente temos que saber aonde armazenar o leite e como realizar higienização adequada:

  1. Escolher os recipientes aonde será armazenado o leite materno: o ideal são potes de vidro incolor com tampas de plástico, como potes de maionese. Existem também recipientes próprios para isso. 
  2. Lave bem com água e sabão e depois ferva a tampa e o frasco por 15 minutos, contando o tempo a partir do início de fervura. 
  3. Escorra vidro e tampa sobre um pano limpo até secar. 
  4. Depois de secos feche bem o frasco. 
  5. Identifique o frasco de vidro onde vai colocar o leite com seu nome, data e hora da coleta. 
  6. Retire anéis, pulseiras e relógio. 
  7. Coloque uma touca ou um lenço no cabelo e amarre um lenço/tecido limpo na boca. 
  8. Lave as mãos até o cotovelo com água e sabão. 
  9. Lave as mamas apenas com água limpa. 
  10. Seque as mãos e as mamas com papel toalha, evitando deixar resíduo de papel, ou com um pano limpo. 

LEMBRE-SE: A HIGIENIZAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO DO LEITE! FAÇA ESSA PARTE COM MUITA ATENÇÃO!





E como extrair o leite materno? 


  1. O primeiro passo é estar relaxada, sentada confortavelmente, respirar com calma e pensar no bebê. Você já terá deixado preparado o frasco que vai utilizar para a coleta. Talvez você possa deixar, também, um copo com água ou suco para você beber.
  2.  A seguir inicie a massagem das mamas: faça movimentos circulares com a ponta dos dedos em toda a aréola (parte escura da mama)
  3. Continuando, massageie toda a mama, mantendo os movimentos circulares. 
  4. Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola e os dedos indicador e médio abaixo dela. 
  5. Firme os dedos e empurre para trás em direção ao tronco. 
  6. Aperte o polegar contra os outros dedos com cuidado, até sair o leite.
  7. Não deslize os dedos sobre a pele. Aperte e solte, aperte e solte muitas vezes. 
  8. Despreze os primeiros jatos ou gotas. 
  9. Em seguida, abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, com a parte interna voltada para cima. 
  10. Retire o leite do peito com as mãos ou com bomba manual ou elétrica. 
  11. Após terminar a coleta, feche bem o frasco. 

Fonte: Ministério da Saúde 


Como guardar o leite materno com segurança? 


  • Guarde o leite coletado no freezer ou congelador, bem tampado e devidamente identificado.  
  • Se o frasco não ficar cheio você pode completá-lo em outra coleta (no mesmo dia), deixando sempre um espaço de dois dedos entre a boca do frasco e o leite. No outro dia, comece com outro frasco. 
  • Se no seu local de trabalho houver uma sala própria para estes procedimentos, ao terminar, jogue no lixo os materiais descartáveis e arrume os equipamentos no lugar, deixando tudo em ordem para a próxima coleta

O PRAZO DE VALIDADE DO LEITE CRU É DE:

- 12 HORAS SE GUARDADO NA GELADEIRA 

- 15 DIAS SE ESTOCADO EM FREEZER OU CONGELADOR


Fonte: uol.com.br


E posso transportar o leite materno? 

  • Sim: ao final da jornada de trabalho pegue uma sacola (ou caixa) térmica e coloque gelo retirado do freezer ou congelador. Após certificar-se de que é o seu leite, coloque o frasco na sacola, feche-a e leve-a para casa. 
  • Ao chegar em casa, coloque logo o leite no freezer ou congelador. 


E como esquentar o leite materno para oferecer para o meu bebê?

  • Amorne o leite em banho-maria (água quente em fogo desligado), agitando o vidro lentamente para misturar os seus componentes. O leite não deve ser fervido e nem aquecido em microondas, pois este tipo de aquecimento pode destruir seus fatores de proteção. 
  • Amorne apenas a quantidade de leite que o bebê for utilizar. 
  • O leite morno que sobrar deve ser desprezado. O restante de leite descongelado e não aquecido poderá ser guardado na geladeira e utilizado no prazo de até 12 horas após o descongelamento. 
  • Oferecer o leite em copinho, xícara ou colherinha. 


Fonte: Ministério da Saúde (Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta) 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Alergia a Proteina do Leite de Vaca X Intolerância a Lactose

     Essas duas doenças são frequentemente confundidas pelo fato de ter um alimento causador em comum: o leite. Mas são bem diferentes entre si e ambas necessitam de acompanhamento médico e nutricional.



INTOLERÂNCIA A LACTOSE:

     A Intolerância à lactose ocorre porque o organismo não produz ou produz pouca quantidade da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose. A falta dessa enzima favorece o acúmulo da lactose no intestino, onde atrai água, ocorre fermentação por bactérias, provocando diarréia, gases, cólicas e distensão abdominal. Pode ser transitória ou não. Geralmente quando persiste, tende a piorar com a idade.
     No caso dos intolerantes, o corpo não produz em quantidade suficiente a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, a lactose. Mas se o produto for sem lactose, pode ser consumido normalmente, na maior parte das vezes.

ALERGIA A PROTEINA DO LEITE DE VACA:

     Entre as alergias alimentares, a alergia à proteína do leite de vaca é a mais comum, pois a proteína do leite de vaca é uma das primeiras proteínas que o bebê entra em contato na vida. Além disso, as alergias alimentares ocorrem com maior frequência no primeiro ano de vida, pois o intestino do bebê, ainda imaturo, não se protege adequadamente contra a presença de proteínas “estranhas” (não humanas).
     Os sintomas são: diarréia, gases, cólicas, distensão abdominal, lesões na pele, dificuldade de respirar, sangramento intestinal, entre outros. Ocorre mais agressivamente nos primeiros anos de vida, principalmente na transição do leite materno para o leite de vaca em bebês menores de 6 meses de vida. Os sintomas tendem a diminuir com passar dos anos.
     Existem dois tipos de alergia: a alergia imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais, e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.     
     A pessoa alérgica não pode entrar em contato com o leite, derivados, ou qualquer outro produto que contenha leite ou derivados. Não importa se ele contenha ou não lactose, não pode ser consumido. 
     O tratamento da APLV é a exclusão do leite de vaca da dieta, até que o intestino da criança se recupere e amadureça, para poder se defender contra a entrada de proteínas estranhas. A boa notícia é que, na maioria das vezes, a APLV é transitória, e o bebê vai poder voltar a tomar leite ou comer coisas com leite de vaca, depois de um tempo com dieta de exclusão.
     Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado que a mãe faça a dieta sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é muito importante.





     Se ocorrerem sintomas como os descritos acima é importante procurar ajuda e diagnosticar rapidamente para que se inicie o tratamento correto.


Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia / Sociedade Brasileira de Pediatria / http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Imunoterapia


     A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (3- 5 anos). A imunoterapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica. 

     Alergia é uma reação do sistema imunológico. Uma das apresentações mais comuns de alergia é caracterizada pela formação de anticorpos de uma determinada classe de proteína, chamada de imunoglobulina E (IgE). Estes anticorpos são específicos para componentes (alérgenos) do ambiente, como os ácaros da poeira, pólens, fungos, alimentos e insetos. 

     A imunoterapia procura reduzir o grau de sensibilização (nível de anticorpos IgE) impedindo reações alérgicas graves como a anafilaxia e interfere na inflamação característica da rinite alérgica e da asma brônquica levando a uma melhora perceptível na qualidade de vida do paciente. A Organização Mundial de Saúde recomenda a imunoterapia como uma forma de tratamento comprovadamente eficaz nas doenças alérgicas. 
É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença.

      Pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos. Não existe até o momento, indicação de imunoterapia para alergia a alimentos.

     É importante ressaltar que as vacinas com alérgenos não devem ser aplicadas como forma isolada de tratamento. Ao contrário, a abordagem do paciente alérgico deve contemplar medidas de controle da exposição a alérgenos e o uso de medicamentos para controle e prevenção das manifestações clínicas. Desta forma, a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada como parte de um plano de tratamento que inclui medidas de controle ambiental e farmacoterapia. 

     Hoje em dia existe duas vias possíveis de aplicação da imunoterapia: Via oral e Via subcutânea. A escolha do melhor tratamento e via de aplicação para cada paciente deve ser feita com orientação médica detalhada. 






Agende sua consulta para saber mais sobre o tratamento!

Fonte: Associação Brasileira de alergia e Imunologia 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Doença Exantemática: Varicela

     A varicela, mais conhecida como catapora, é uma doença causada pelo vírus herpes zoster, que acomete principalmente crianças. A forma mais comum de contágio é pela saliva, espirro, tosse ou mesmo na fala. A transmissão também pode acontecer por meio da inoculação direta, ou seja, quando as mãos têm contato com vesículas contaminadas de alguma pessoa doente e infectam a via aérea ou mucosa oral, ou indireta, pelo contato com roupas ou superfícies que foram utilizadas pela pessoa doente. 
     Caracteriza-se pela presença de vesículas ou bolhas, em geral, de conteúdo claro e com as bordas avermelhadas. Essas bolhas, que surgem na pele de todo o corpo, inclusive no couro cabeludo, boca e outras mucosas, aparecem em surtos, ou seja, várias ao mesmo tempo, vêm acompanhadas de febre baixa a moderada com duração média de quatro dias. 



     O diagnóstico da doença é basicamente clínico, embora exista a possibilidade de confirmação sorológica.
     Nas crianças pequenas, não é indicado qualquer tratamento, nem mesmo os conhecidos banhos de permanganato, que, quando mal diluído, pode causar queimaduras na pele. O ideal é fazer a higiene adequada da pele, com água e sabão, durante o banho habitual, e cortar bem as unhas da criança para que ela não coce as vesículas e corra o risco de infeccioná-las. 
     O tratamento específico com a medicação, que é o aciclovir, só é indicado em adultos ou pacientes acima dos 12 anos, pois a taxa de complicação da doença costuma ser maior. Em casos específicos, quando o paciente tem HIV, algum grau de imunossupressão ou outra comorbidade que faz com que ele manifeste uma varicela mais grave, é indicado o tratamento com aciclovir também em menores de 12 anos. 
     Antitérmicos são indicados e deve-se lembrar de evitar ácido acetilsalicílico e ibuprofeno. Em algumas situações, pode-se utilizar medicações anti-alérgicos visando conter o prurido que acompanha as lesões de pele.
     As infecções secundárias da pele são as complicações mais comuns associadas à catapora. A doença cria na pele uma porta de entrada para bactérias, que poderão causar infecções na mesma.
    A vacinação para varicela é importante para prevenir a doença, pois na maioria dos  casos, impede que a pessoa manifeste a doença em sua forma mais grave.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Aleitamento Materno


     Amamentar nem sempre é fácil. Vai haver momentos em que você quase desiste, mas aguente firme! Não há muitas coisas na vida que sejam realmente boas e ao mesmo tempo fáceis de conseguir. Os benefícios da amamentação são inúmeros, tanto para mãe como para o bebê. O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebé necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebé de certas doenças e infecções.


aleitamento materno protege as crianças de:

  • Alergias
  • Otites
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Pneumonias
  • Meningites
  • Bronquiolites



Outras vantagens do leite materno para o bebe:

  • Melhora o desenvolvimento mental do bebe;
  • É mais facilmente digerido;
  • Amamentar promove um vínculo afetivo muito forte e precoce entre a mãe e a criança;
  • Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas;
  • O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes;


Amamentar tem vantagens também para a mãe:

  • A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;
  • Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;
  • Ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal mais rapidamente;
  • A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;
  • A amamentação protege da osteoporose;
  • A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro). As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem;
Amamentar também é vantajoso para a família:

  • A amamentação é mais económica para a família. Basta multiplicar o preço de uma lata de leite em pó, pelo número de latas necessárias ao longo da vida da criança.
O leite em pó é muito diferente do leite materno e a sua utilização pode trazer desvantagens para o bebe:

  • Os leites artificiais usados habitualmente, são feitos a partir de leite de vaca. Por essa razão, o uso de leite artificial aumenta o risco de alergia ao leite de vaca;
  • As crianças que são alimentadas com leite artificial têm maior risco de vir a sofrer de otites, amigdalites, bronquiolites, pneumonias, diarreias, infecções urinárias e sépsis;
  • As crianças alimentadas com leite em pó, além de terem maior risco de infecções, elas surgem com maior gravidade, porque o seu sistema imune não recebe a ajuda dos anticorpos e glóbulos brancos presentes no leite materno;
  • As crianças alimentadas com leite artificial têm maior risco de sofrer obesidade na vida adulta;
  • As crianças alimentadas com leite em pó têm maior risco de desenvolver eczema, asma e outras manifestações de doença alérgica;


          
Agora, algumas dicas de como colocar em prática :
  1. Leve o bebê para um lugar silencioso.
  2. Procure deixar a mente tranquila, pense coisas boas.
  3. Sente-se em um local confortável, mas que tenha bom apoio.
  4. Exponha completamente a mama.
  5. Aguarde o bebê abrir a boca. (Caso não abra, encoste o dedo ou mamilo no cantinho da boca do bebe)
  6. Quando o bebê abrir a boca, traga-o até o peito.
  7. Introduza o mamilo e parte da aréola dentro da boca (Atenção: Não introduza somente o mamilo, introduza também a aréola)

O que não pode acontecer :

Barulho excessivo de deglutição
- Barulho de língua (barulho de beijo)
- Dor ao mamar
- Bochechas encovadas
- Bebê não pode abocanhar só o bico




     Tenha mais informações na Cartilha sobre Amamentação da Sociedade Brasileira de Pediatria: http://www.sbp.com.br/src/uploads/2012/12/cartilhasmam.pdf


Fonte:Ministério da Saúde / Sociedade Brasileira de Pediatria